Design de Interface: o que é e quais suas principais regras

Design de Interface

Muito engana-se quem encara o design apenas como a área de quem desenha muito e é criativo. 

A área do design possui diversas ramificações: design de embalagens, por exemplo, que cuida da proteção dos produtos; design gráfico, que é responsável pela criação de peças visuais e muitas outras.

O design de interface, também conhecido por UI Design, é uma dessas modalidades e é desenvolvido geralmente em ambientes virtuais.

Para entender melhor o conceito, uma comparação didática: dá para se dizer que o designer de interface é como um “designer de interiores”, só que dentro da internet. 

Ele vai desenvolver e auxiliar na funcionalidade de sites e aplicativos, possibilitando uma experiência útil e agradável ao usuário.

Leia também: Interface gráfica do utilizador: o que é e como implementar

O que é design de interface?

O design de interface é responsável por construir um diálogo entre o ambiente virtual e o usuário. 

Diálogo esse, lembrando, que vai além de “embelezar” o espaço, mas torná-lo funcional ao máximo para que o usuário não se sinta perdido dentro do espaço, mas sim confortável para navegar com tranquilidade e segurança.

Qual a importância do design de interface?

Quando você se sente confortável em um ambiente virtual, é muito mais provável que gaste mais tempo navegando e explorando ele, certo?

É dessa forma que minimiza-se a distância e há um estreitamento de relação entre usuário e produto (ou interface ou sistema também). 

Um bom design oferece a oportunidade de realizar todas as ações ou consultas desejadas de uma maneira eficiente e simples.

Ter um design de interface qualificado significa facilitar a interação dos usuários, favorecer a experiência como um todo e ainda poder fidelizar quem usa a plataforma. 

Significa também que nenhuma pessoa que acesse determinado portal vai ter dúvidas sobre seu funcionamento ou se sentirá inseguro, agindo em prol de uma boa relação entre pessoa e ‘máquina’.

Quais as regras mais importantes do design de interface?

Um cientista da computação e professor do Laboratório de Interação Humano-Computador na Universidade de Maryland chamado Ben Shneiderman pesquisa há anos as melhores formas de interação entre humanos e máquinas.

O americano escreveu em seu livro denominado “Designing the User Interface: Strategies for Effective Human-Computer Interaction” (Projetando a Interface do Usuário: Estratégias para uma Interação Eficaz Homem-Computador, em tradução livre) oito regras fundamentais na hora de desenvolver uma interface eficiente.

Tornou-se uma espécie de guia na hora de começar a desenvolver a interface de uma plataforma.

Listamos abaixo as regras essenciais do design de interface.

Consistência

Quando falamos em consistência, significa que ao pensar em um projeto de layout, é importante considerar que quanto mais intuitivo ele for, melhor será a experiência de quem acessar.

Para isso, é recomendável utilizar ícones, menus, hierarquias, cores, as famosas “call-to-action” e fluxos de uso similares em situações parecidas é fundamental na construção de uma interface de qualidade.

Com formas de interação similares, o usuário sentirá logo de cara uma facilidade em usar a plataforma, criando uma conexão intuitiva com os passos a serem dados durante o acesso, otimizando sua experiência.

Quais as regras mais importantes do design de interface

Responder o usuário

Shneiderman fala que criar uma interface é “desenvolver um meio pelo qual irá ocorrer um diálogo entre um usuário e outro usuário ou uma máquina”. 

Assim, é importante oferecer um feedback das ações ao usuário enquanto ele explora a plataforma. 

Em outras palavras, o usuário precisa saber onde ele está, o que está acontecendo e para onde ele será direcionado com determinada ação. 

Por exemplo, dentro de um conteúdo com vinte páginas, deve ficar claro para o usuário a quantidade total de páginas e em que altura ele está da leitura.

Mostre como reparar o erro

Quem gosta de ter seu erro apontado? Não muita gente, não é? Também não é uma prática muito apreciada em ambiente virtual. 

A lista de Shneiderman aponta que é ideal que a interface tenha mecanismos que minimizem ao máximo a chance de erro.

A sugestão é que, quando cometidos, possam ser consertados de forma simples, como sugerir outro preenchimento em algum campo de dados preenchido incorretamente, por exemplo.

Foco na ação principal

Para proporcionar uma boa experiência, o usuário precisa sentir que tem controle total sobre suas ações. 

As trocas de ambiente devem acontecer como ele espera que aconteçam, quase de forma natural.

Assim, de forma instintiva, quem navega se sente em um espaço ‘fácil de mexer’ e confiável.

Uso de atalhos

Com o aumento do uso, surge a demanda por métodos mais rápidos de conclusão de tarefas. 

Uma das sugestões é incluir botões de copiar e colar, de modo que, à medida que o usuário se torna mais experiente, consegue navegar e operar a interface com mais rapidez e sem esforço.

Informar o fechamento de um ciclo

Não deixe que os usuários fiquem em dúvida se suas ações foram ou não concluídas. 

Permita que quem navega entenda que sua ação teve um fim e está concluída, evitando dúvidas e problemas de comunicação durante a interação. 

O maior exemplo pode ser tirado do e-commerce: é de extrema importância informar quando uma compra foi concluída, pois tira a insegurança do usuário sobre problemas de pagamento e dados.

Reversão de ações

Ao desenvolver uma interface, é extremamente importante oferecer aos usuários maneiras de reverter suas ações. 

Essas reversões devem ser permitidas em vários pontos, quer ocorram após uma única ação, uma entrada de dados ou uma sequência inteira de ações. 

Esse recurso alivia a ansiedade, pois o usuário sabe que erros podem ser desfeitos; assim, incentiva a exploração de opções desconhecidas”, diz Shneiderman em seu livro.

Carga de memória curta reduzida

Sabemos que a atenção humana é limitada, e conforme especialistas, somos capazes de manter somente cerca de cinco itens em nossa memória de curto prazo por vez. 

Portanto, as interfaces devem ser o mais simples possível, com hierarquia de informações adequada e escolhendo o reconhecimento ao invés da recuperação. 

Reconhecer algo é sempre mais fácil do que lembrar, porque o reconhecimento envolve perceber pistas que nos ajudam a alcançar nossa vasta memória e permitir que informações relevantes surjam. 

Quanto menos espaço de armazenamento na memória e mais ações guiadas pela intuição, melhor a experiência oferecida e mais fácil a interação.

O papel do designer de interface

O papel do designer de interface

O designer de interface é o profissional que vai construir e possibilitar a melhor experiência usuário-plataforma e é seu papel seguir as regras básicas do UI Design no desenvolvimento de um projeto.

Toda a lógica de navegação e o projeto de estrutura da plataforma estão a cargo desse profissional e é ele que possibilita ao usuário uma navegação confiável, segura e simplificada.

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Conclusão

O design de interface é uma área muito importante para o design e que trata de pontos que aproximam o usuário da plataforma, criando uma relação próxima de conforto.

Se uma experiência vai ser boa ou não para o usuário, a interface é que vai dizer. 

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